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Uso de plasticultura diminui aplicação de agrotóxicos em parreiras
23/02/2010 10:13:54
Produtor exibe as uvas de boa qualidade e, segundo ele, seu parreiral não foi atingindo por nen
O uso da plasticultura em parreirais é utilizado basicamente em uvas de mesa, favorece eliminação de tratamentos fitossanitários e controle de doenças fúngicas. Por esses motivos que o produtor Antônio Roque Sartori, que tem sua propriedade localizada na linha 8 da Graciema no Vale dos Vinhedos, há sete anos trabalha com a plasticultura.
O produtor possui um hectare de parreiral coberto com as variedades Rainha Itália, Benitaka e Rubi. Ele comenta que umas das maiores vantagens da utilização da plasticultura é que não precisa fazer tratamentos químicos tão fortes e o uso de agrotóxicos são os mínimos possíveis. Segundo o produtor Antônio Roque a maior parte dos produtos utilizados em sua produção é orgânico, mas devido ao clima nada favorável deste ano, foi necessário utilizar um pouco mais de agrotóxicos. “Em anos sem muita chuva, o uso de produtos químicos caem pela metade. Mas como este foi um ano bastante complicado, com muita chuva e umidade, tivemos que aumentar o cuidado com as parreiras para conseguir manter a qualidade e não ter perdas na produção. Para isso contei também com a orientação do técnico agrícola Vasco Massarolo”, revela Sartori. Mesmo com o tempo chuvoso, o produtor conta que não pode reclamar, pois as uvas estão com excelente qualidade, e uma produção 30% maior que a do ano passado. O produtor acredita também que um fator que ajuda na boa qualidade de suas uvas é manter o parreiral sempre limpo, e a utilização do trevo como solo de cobertura. “O trevo age como um adubo, e utilizo-o desde que comecei com as uvas de mesa e a plasticultura há sete anos”, ressalta. De acordo com Antônio Sartori, seu parreiral não foi afetado por nenhum tipo de doenças fúngicas exceto pelo secamento de raques que afeta a ponta dos cachos. “Isso se da pelo excesso de chuva e umidade, mas nada que tenha dado perdas na produção”, explica. Segundo o técnico da Emater Gilberto Luis Salvador a secagem de raques é uma deficiência de nutrientes (cálcio), e isso se da pelo excesso de umidade. Trevo Os principais tipos de trevo são o vermelho, o branco e o vesiculoso. Cultiva-se em consórcio com aveia, azevém e cornichão, para fins de pastejo. O trevo exige solo fértil e pH elevado. É utilizado para postoreio dos anmais, cobertura do solo e fonte de nitrogênio para culturas. Pode fixar no solo até 250 kg de nitrogênio. A época preferencial de semeadura é de março a junho, podendo ser lanço ou em linhas com 2 a 10 kg de sementes/ha. O trevo induz a formação de pequenos nódulos, e é no interior destes nódulos que ocorre o processo de aproveitamento do nitrogênio do ar, permitindo assim a econômia na adubação nitrogenada.
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